Insônia
#lingerieday

#lingerieday

Semana de refazer, desatar e criar laços e nós

Fui dormir. Estava com muito sono. Mas meu cérebro me pregou uma peça e não consegui dormir.

Descobri que tenho uma oportunidade única essa semana. Oportunidade que sempre me aparece antes das viagens do Projeto Rondon. Então decidi que essa semana ia ser a semana onde falo algumas coisas que estão guardadas, reafirmo algumas amizades e abandono certas coisas (além de ser a semana do bigode também).

Acho que é complicado entender certas coisas. Entender como um ato como esse pode ser tão forte na vida de uma pessoa. Mas acho que só quem participa sabe como é. Meio como se desligar do seu mundinho e importar com coisas que realmente importam (não menosprezando o mundo de cada um). Renovar a vida. Renovar e abandonar sentimentos e seguir apostando nas pessoas. Mesmo que você decepcione depois. Mas essa é uma dica: nunca deixe de acreditar nas pessoas.

Fico pensando em tudo que aconteceu nesses dois anos sem projeto. Na minha busca de outra coisa que me fizesse seguir em frente. E penso em como foram importantes esses dois anos. Quantas coisas conquistei. Afirmação profissional. Consegui tirar carteira e comprar meu carro. Consegui me aprofundar mais em sentimentos (mesmo me machucando). Consegui fazer novos e importantes amigos.

Sofri em alguns momentos. Mas, como dizem alguns, sou dramático demais. Isso pq me apego demais e não quero deixar de ser assim. O sofrimento só é base das edificações mais fortes. Base do prédio que nós somos. E hoje entendo isso mais do que nunca. Você não pode deixar isso tirar suas forças. Aprendi que você não deve deixar certas oportunidades passarem. Elas não voltam cara, não voltam mesmo. E fazendo isso consegui me tornar mais sereno, me dar chances e procurar novas possibilidades.

Sempre achei que estava ficando velho. Ou melhor, que estou ficando velho. Mas percebi que a vida é isso ai. Perder tempo com coisas e pessoas que não valem a pena não faz sentido. Privilegiando prazeres momentâneos e vazios. Não é para mim. E acho que não deve ser para ninguém.

E as pessoas tem o momento na sua vida vida. Algumas passam e fica um tempo. Outras passam e ficam muito tempo. Algumas passam e te dão o que você precisa. Outras passam e nada te acrescentam. Mas é certo: todas passam. Sempre! Tenha maturidade de saber quando é o seu tempo na vida das pessoas e quando é o tempo delas na sua.

Algumas se vão e voltam. Mas não espere isso, não conte com isso, não se prenda a isso. Se elas voltarem ótimo! Se não, ótimo também! Algumas pessoas precisam de mais tempo que as outras. E outras não vão entender nunca algumas coisas.

Fico tentando entender como cheguei até aqui… Adoro meus textos da madrugada pois eles me propõem viagens loucas. Passando por dentro de um monte de coisa que acredito ninguém entende.

O que sei é que é bom não dormir pelos motivos certos. Tem insônias que valem a pena. Estranho isso, mas elas existem.

Mas o propósito do texto está lá no título. Se você receber um recadinho dizendo alguma coisa essa semana não se assuste. Quero realmente que as pessoas que eu amo saibam disso. E se você não receber, não se assuste também. Isso é uma situação muito delicada. Exige muita inspiração e terei apenas uma semana para emendar isso tudo. E é muita gente.

Só quero que saibam que cada um de vocês, nem que seja por um pequeno momento, fez diferença em minha vida. Cada um de vocês é parte do que sou agora.

Com vocês aprendi a aplicar de formas diferentes as palavras e expressões: eu te amo, amigo, decepção, amor, perdão, gratidão, valor, sensatez, insensatez, orgulho, importância, presença, ausência, saudade, alegria, sorriso, caráter, transparência, honestidade, mentira, família, surpresa, ilusão e por ai vai. Alguns uma palavra, outros quase todas.

Nem sempre as coisas são do modo que queremos, quase nunca na verdade. Mas fico feliz por ser assim. Pq senão não teria graça de lutar. E admiro quem luta pelas coisas. Admiro quem tem vontade. Admiro as pessoas que são diferentes. Admiro vocês por me proporcionarem isso tudo.

Sei que sou piegas para caralho. É assim que eu sou. Esse é o Dalton que vocês conhecem. E sempre vai ser assim, gostando ou não.

A proposta é que esses 15 dias longe da maioria de vocês me faça perceber e pensar em certas coisas. Apesar do trabalho ser de sol a sol nesses momentos é que consigo enxergar com clareza. Nesses momentos que consigo abandonar algumas coisas.

Chega né? Desabafo de uma noite feliz e tranquila… Desabafo de uma pessoa que se conhece cada dia mais e se surpreende sempre nesse processo.

Bora dormir que a semana é longa.

Dalton Reis

P.s.: E como sempre não reviso os textos que faço, senão tiro a idéia de desabafo. Portanto um fodas aos erros gramaticais… Desculpa de semi-analfabetos… rsrsrs

Carência afetiva 2.0

Redes sociais exacerbam fenômeno conhecido como medo de estar perdendo algo; carentes profissionais confessam síndrome

Adams Carvalho



LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

Sabe aquela situação em que você acaba de se separar, pensa que foi melhor assim, que vocês não se entendiam mesmo?… Aí, você se prepara para passar um fim de semana introspectivo, quieto. Para por as ideias no lugar, ver como levará a vida adiante sem aquele pedaço de você que foi embora. Tudo sem dramas, bem racional.
Então, o iPhone acende e solta aquele assobio que anuncia novidades. Mensagem fresquinha.
É quando você toma consciência de que os amigos com quem vocês dois passaram os melhores momentos juntos, bem, esses amigos foram para o outro lado.
Para piorar, enquanto você está sozinho, estão todos se divertindo juntos na sua casa de praia. A sua ex-cara metade festeja entre os mais alegres e nem faz questão de disfarçar aquele sorriso de idiota feliz. E eles postam centenas de fotos da festa, na maior sem-cerimônia. “Meu mundo caiu.”

MENOS VOCÊ
Sempre se sofreu de solidão, de carência afetiva. Mas para uma turma cada vez maior, parece que o Facebook, com suas relações fechadas de amigos (só se entra mediante aceitação de alguém de dentro), aumentou a percepção de exclusão do pessoal “de fora”.
Com o Twitter, o Flickr e o Instagram (de troca de imagens) somam-se bilhões de atualizações por dia.
Se, por um lado, isso produziu uma imensa montanha de textos, fotos, registros de áudio e informações acessíveis on-line a milhões de curiosos, voyeurs, inimigos e até amigos; por outro, serviu para jogar na sua cara as festas, os programas legais e as reuniões em que todo mundo está se divertindo demais. Menos você.
Ninguém precisa mais de fofoca para saber que não foi convidado para uma comemoração. Está tudo nas redes sociais. É só querer achar.
Os americanos, que são bons nisso, já deram nome para o fenômeno. Chama-se “Fear of Missing Out”.
Eles já falam apenas Fomo, e todo mundo entende, de tão íntimos que ficaram do conceito (o Google tem 1.030.000 entradas para a expressão). Aqui, pode-se traduzir como “medo de ficar de fora, de estar perdendo algo.” Quem já entrou numa rede social sabe bem o que é essa sensação.

Folha de São Paulo - Caderno TEC 18/05/11

CARLA CORREA MULLER says
pedras ja bastam as do meu caminho


lidiane souza says
nossa


Dalton Reis says
As q estão no meu caminho construirei um castelo…
Não sei pra q, mas construirei…
rsrsrs


lidiane souza says
que lindo
rs


CARLA CORREA MULLER says
sei projetar com pedras…
rs

Alê Magalhães says

ah e, tem isso
rsrs
depois que eu comprei uma camisa preta o mundo vai acabar

Dalton Reis says

O mundo tá acabando…
Já si esse filme…
As pessoas no Japão vão se contaminar e vão virar zumbis
Ai é só tempo pra praga se espalhar
Ai o último ser humano normal vai morrer em 21/12/12

" - Esse homem vai carregado de sofrimento.
- Como sabe?
- Não vê que só o pé esquerdo é que pisa com vontade? Aquilo é peso do coração.”
Mia Couto em “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”

Acho que todo blog (de pessoas comuns) morre e depois renasce, morre de novo e pode renascer…

Até a pessoa começar a fazer terapia….

Depois disso, quando ele morre, acho q é de vez…

P.s.: Para a infelicidade geral, não estou fazendo terapia.

Dalton Reis says

Quem sabe vc já não reencarna inteligente
rsrsrsrs

:. Carla .: says

a unica certeza q podemos ter é q um dia morreremos
vamos pensar sobre isso
se vc morrer, inteligente e um espirito evoluido, vc não encarna
ai vc se fudeu
  kkkk

Dalton Reis says

Ou não né? vai saber como é o outro lado?
rsrsrs

:. Carla .: says

as vezes é bom pensar q não podemos ser tão evoluidos assim para q voltemos nessa terra
acredito q os espiritos evoluidos não voltam assim com facilidade

Dalton Reis says

nem sei se quero voltar….
Na verdade as veze tenho dúvida se quero estar aqui…
rsrsrsrsrs

:. Carla .: says

se bem,..q com o mundo q ta virando, deus pode querer mandar um bando de evoluidos para tentar consertar o mundo
eu acho q aqui não é a vida
aqui acho q estamos mortos

Dalton Reis says

Bonito isso… e profundo….

:. Carla .: says

rs

De repente ele parou!

Olhou para um lado. E depois para o outro. Tudo isso com uma calma que não era natural. Não para ele. Enxergou pontos de vista, enxergou momentos, enxergou lembranças, enxergou atos (e a ausência deles) e o mais importante: enxergou-se.

Nesse momento muitas coisas fizeram sentido. Muitas coisas vieram a tona. Com uma força que era avassaladora. Teve certeza que sempre fez realmente tudo que podia e até que faria mais se necessário. Mas também teve certeza que nem sempre isso é suficiente. Que fazer o máximo não depende só dele.

Ficou feliz por ter dado o máximo de si. Hoje as pessoas são incapazes disso. Não teve medo de sofrer em nenhum momento. Preferiu se entregar de corpo e alma (respeitando a expressão, já que não acreditava em alma).

Mas mesmo assim restaram dúvidas e incertezas. Fraquezas e medos. Ódio e amor. E percebeu que tudo isso com o tempo seria sanado. Viu que a vida é muito curta para se perder com medos, dúvidas e incertezas. Isso não quer dizer que elas não vão fazer parte da vida. Entendeu que a vida é cheia disso e que correr riscos é necessário na busca do que se quer. Estar vivo já é correr risco.

E decidiu esperar por respostas. Respostas que não dependiam dele e que nem sabia se seriam respondidas, mas decidiu esperar. Afinal, tinha certeza do que queria. Não tinha a certeza se teria, mas sabia o que queria.

No fim das contas isso fez bem. A partir desse momento teve uma certeza. A certeza que tudo terminaria bem. E o melhor: independente da forma que terminasse.

Dúvida cruel…

Dúvida cruel…